TRAJANDO EM CARMESIM PIGMENTOS DO SOL POENTE SOBRE PLUMAS ALVEJANTE ATADAS ESTAS, NESTE CAMINHAR OFEGANTE. EM TAFETÁS E GRINALDAS CAMINHAS AO ALTAR MOR, FULGENTE COMO CHAMA NA ESPERA... ESTE SER QUE A CLAMA. UNOS EM ELOS DE FERROLHOS HÁ O ENGALANAR DO ENLACE, FINDANDO ESPERANÇAS, CONTIDAS NO TEMPO EFETIVAS À CONTENTO. TROMBETAS ANUNCIANTES ELOS DISPOSTOS NOS DEDOS, BUQUE EM ARREMESSOS TILINTAM TAÇAS, ELA ME ABRAÇA.
Nos mares dantes nunca navegados em meio às minhas tormentas, eu a busco. Quiça nas brandas correntes ou talvez nas tempestuosas torrentes. Travarei batalhas sangrentas singrarei os sete mares, extenuarei-me nas suas buscas quebrantando as ondas calmas, pondo termo a dor da alma. No fastígio da emoção, encontrá-la em qualquer lugar instiga-me este buscar conquanto houver um lugar. Deusa dos Oceanos conduza-me ao Faroleiro, que a tudo vê induza-me a ela, nesta angústia que assim encerra.
VASCULHO AS MINHAS EMOÇÕES EM MEIO AOS LABIRINTOS DESPOVOADOS, AMBICIONO EXTERIORIZAR MEUS SENTIMENTO, RESERVADOS NOS SÓTÃOS VAZIOS DAS MEMÓRIAS, PERDIDAS EM MEIO AS HISTÓRIAS. INSPIRAÇÕES QUE SE OCULTAM, SENTIMENTOS QUE DEVANEIAM DESOLADOR,PORTO-ME DEVOTADO À AÇÃO, EXALTAR-ME À SUA COMOÇÃO. PROFERIR-LHE DOS MEUS SENTIMENTOS TRAÇOS DA MINHA EXPRESSÃO, AQUI,REVELADOS A ELA, EM AQUARELAS, PELOS MEUS PINCEIS EXALTADOS NA TELA,COM OS MEUS GRAFADOS. ESTE SER DÉBIL DECENTE NO SEU PLATONISMO VELADO, FECHA-SE RUBORIZADO, A ESTA VIRTUAL PAIXÃO QUE NÃO SABE EXPRESSAR COM DESTEMOR, PADECE DESTE INSUPRÍVEL AMOR. ARRASTO INCANSÁVEL ESTA APARENTE BRAVATA, ME AVIZINHAR-SE À ELA NARRAR-LHE DOS MEUS SEGREDOS JÁ TÃO SÔFREGO PROFERIR O MEU CORTEJAR, ANTES DO PERECER DO AMAR.
Ao dissecar as suas lágrimas,apiedo-me à aridez estampada em seu rosto. Marcas de um consternar,pulsão na rigidez da sua alma,profetizando o quanto sofrível o seu decorrido,ao divisar elos aleijados recentes. O insulamento a sabatinava a todo instante,neste seu caminhar errante,do porque do seu querer,e do não querer,findar-se neste desfolhar dos sonhos do que fora no outrora. As cortinas descerram sobre o seu ato teatral.O silêncio lúgubre dos seus sonhos não a ovacionam.As ilusões esvaem pelos corredores da mudez,e nos entre-dedos,gotejam como um ampulheta,as suas dores,determinando os seus momentos únicos. Esvaecida,se debulha e dobra sobre os seus cacos putrefatos,entorpecida da morte. Agora,em seu sublimar,se eleva aos céus buscadora da sua semelhante alma, derruída em um passado recente. Sua sinópsia: "Aqui jaz um amor carcomido ferido e inerte,sobre os escombros falidos do não demulcente ato de um amor eterno.
O vento baila imutável sobre os montes. O sol no seu poente e horizontes, graceja no seu esconde-esconde. A lua sorrateira, sem eira e nem beira, surge desnuda sem pejos em meio ao rio Tejo, a um casal da praça que se acham cheios de graças. Com o aparecer da lua galanteador, ele diz a ela... -É toda sua! Ruborizada sem trejeitos ele a envolve deleitante, e a lua arrogante, em testemunha, aclareia os seus beijos cujo a alcunha, amor e desejos.
Lacerei os recortes do meu passado em fragmentos nítidos. Uns,um tanto quanto opacos mas visualizo traços marcantes, do que fora o antes, que não foram deletados. A jovialidade daquela porção retratavam vivências marcantes, como as bodas dos quinze anos, a rodopiarmos no salão, no aconchego dos meus braços hoje trêmulos,compactuados aos meus embaraços. Em vão,uno as dispersões às saudades um caco aqui,outro acola, mas carece de algo neste pedaço que busco insano, esta oculto em um canto dos meu prantos, que hoje eu os faço. Recortes ora nítidos outros nem tanto, no entretanto visualizo as minhas certezas meus atos de singeleza, comungados à minha musa bela, entalhada e delineadas em aquarelas. Existimos em nossos palácios nos castelos dos sonhos, carruagens aladas, nossos contos de fadas, que agora em um soprar de briza afugentam nossas ilusões passadas.
Nas calmarias da mudez um coração escruta. Lágrimas esvaídas nas faces de um padecer, marcas doídas. Reflexões perambulam em um vasio procurador das razões, desviadas do obscuro vazadas no desaguar dos entre dedos, agora sem arremedos. As pálpebras em sua estiagem esgotadas do seu sofrer, aos olhos compadecidos se fecham condoídos, as provações e esperanças de um prover. Sequestraram os seus dogmas arrastando-as aos calabouços, atadas nas masmorras do pensar como vendas no olhar, o resgatar daquele moço. O horizonte descerra as suas portas correntes desatadas. Radiante luz exterior é a renovação de uma aurora, que outrora foram fragmentadas.