quarta-feira, 19 de março de 2014

MINHA CULPA,MINHA MÁXIMA CULPA

No desguarnecer de nossa robustez emocional,elas se esvaem no descurar das indolências,aportando nas desambições fortalecidas nas displicências.Ao florir as constatações,batem-nos a exprobação,sentimento de culpa.Buscamos no retroceder da consciência o encanto destes sentimentalismos exacerbados que se perderam pelas privações o qual criamos.
Fomenta assim,o manifestar,o desejo,do retroceder no tempo,na restauração deste amoriscar-se nas probabilidades atiradas pelos arqueiros cupidinosos.La estará,incólume, receptivas a qualquer constrangimentos,o perdão, criados e calcados nas ignorâncias suscetível a qualquer ser.Haverão todavia,períodos propícios para estas efetuações profícuas do buscar destas afeições profundas,contidas ainda,nas interioridades plangentes.
   "A HUMILDADE DO RECONHECER-SE É UMA VIRTUOSIDADE." 








sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A SECA DO SERTÃO

A cotovia com o seu expressar melodioso
regozija a chuva que cai,
expulsando a seca que se esvai
embebendo a Santa terra,
do martírio que assim encerra.
Já,a Asa Branca do sertão,
alada alçou o seu voou,
renunciando à sua caatinga
em busca de uma restinga
a umedecer a sua esperança inquebrantável
de uma seca que se exauriu inexorável.
Beatas com as suas latas d`água nas cabeças
caminhantes em ladainhas,
oram ao pé do cruzeiro
para que Deus lhes ouça em chuvas,
quiça o dia inteiro
para que possa florescer a terra
da seca a qual o homem foi o seu empreiteiro.
Deus,mande chuva para o sertão
do sul e que seja ate o norte,
a molhar esta terra rachada
que não se prevaleça a premonição,
"O SERTÃO VAI VIRAR MAR
E O MAR VAI VIRAR SERTÃO"

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"VELHICE"

No encorrilhar da face
condensa em cada traço
o labor,o aprendizado,
que no rosto me foi talhado
vivezas as quais ainda os faço.

Nas guedelhas dos cabelos arruçados,
ali estão carimbadas
o passadismo das maturidades,
arrancadas nas fadigas,outrossim,nas sanidades.

No latejar de um coração,
ecoam nas trincheiras dos meus combates,
o retumbar tatuadas nas molduras de minhas labutas
hoje refletidas em um bengala
que é o sustentáculo de minhas lutas.

As caminhadas arrastantes,
deste ancião mutuante,
que esquadrinha toda uma existência
calcadas nas virtudes teologais,
uma fé inquebrantável,
de uma realização irrefutável.

cavalguei nas bravatas de um passado
arpei a feras de meu imaginário,
surfei nas ondas com quanto já realizadas.
Hoje,sobre uma cadeira de balanço,
somo meus balanços advindos das minhas sagas.

















quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MENINICES

No descortinar o reter das minhas lembranças
vislumbrei-me com os decorridos.
Célere pelos prados verdejantes,
camisa descoberta ao peito
era o meu deleito.
Sentir o prazer dos ofegantes,
descer os montes verdejantes
pausar embaixo de uma árvore frondosa aconchegante.

Despojado das pudicícias 
desguarnecido em nudez,
embrenho-me pelos charcos gelados
sentindo na pureza d`alma
o infante,a minha intrepidez.

Bola de meia com cosedura à mão
rola e rebola em meio aos pés descalços,
repica e pica em meu rumo,
me ponho a prumo,
atinjo-a de primeira.
É duradora a ovação,
o gol,a candura
da inocência pura.

Pipas alçam seu voos supostamente aladas
tentam negligenciar-se engalanadas.
Estão retidas a um fio
que é o meu desafio,
em não perde-la na imensidão
de meus sonhos alados
de uma meninice
onde os tempos la se vão
contadas nos dedos de minhas mãos.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A VENDEDORA DE ROSAS VERMELHAS

A ramalheteira passeava um pouco tropega pelos transeuntes daquela pracinha oferecendo as suas rosas vermelhas,quando um insano,propositadamente,lhe arrancou o cesto das suas mãos debandando-se pelos passeiros que por ali transitavam naquele momento.
Suas ilusões também foram lhes arrancadas,fazendo assim,murchar as realidades de seu sustento daquele dia,uma vez que das rosas vendidas,sairiam as suas sobrevivências.
Germinou dentro dela naquele momento,um ira incontrolável,mas que foi aplacada por um senhor,que passando naquele instante por ela,conduziu-a à sentar-se em um banco daquela pracinha.Enxugou-lhes aqueles olhos lacrimejantes,cheios de ressentimentos,afagou-lhes os cabelos,com pressentimentos que já os fizera antes,de uma velha intimidade interior.Algo naquela senhora chamou a sua atenção parecendo lhe algo familiar.Seu coração começou a bater no compasso do descompasso de suas emoções.
   As mãos daquele senhor eram afagantes para com ela.Um calorígeno invadiu-lhe a alma vinda das mãos acariciantes daquele homem.Ele introduziu a mão na algibeira de seu casaco,tirou algumas pecúnias,e as colocou sobre as mãos daquela pobre senhora que traduzia nas linhas das rugas de seu rosto,marcas de um tempo que não foram tão salutares e propícias a ela.Passara pela sua cabeça,ao divisar aquele homem naquele instante,lembranças de um passado marcante,quando da impossibilidades de criar o seu rebento,foi quase que obrigatoriamente em deixa-lo em uma creche de subúrbio,os quais,os anos trataram dos vendamentos das vivências de ambos para sempre.Daquele encontro,sem esboçar uma única palavra sequer entre os dois,somente um olhar de coloquio,se distanciaram um do outro,a procura de seus destinos.
   Aquela sena,transportara aquele homem para os idos de quando criança.Um passado um tanto quanto distantes,mas que retratavam o quanto os foram desfavorecidos a ele,quando deixado pela sua progenitora em um velho abrigo paupérrimo de arrebalde.Sabia,pelas histórias que lhes chegavam as mãos,que a mesma não tinham os proventos necessários para o sustento de ambos.
Destinos à parte foram lhes reservados distintamente.Aquele senhor,segundo a sua luta empenho e labor diuturnamente,se transformara em um emérito juiz de direito daquela comarca.Um homem de fino trato e pai exemplar.Apos aquele encontro,veio a baila mais uma vez,na imagem daquela pobre senhora,de quando criança em ser abandonado em uma velha creche.Logo seus pensamentos se dissiparam com o toque de seus passos descendo por aquela alameda ornada em Flaboyants.
   Daquele encontro ficaria uma incógnita familiar entre os dois.Cada um com os seus destinos,seguindo cada qual as suas predestinações.Ele,emérito juiz de direito de renome daquela cidade.Ela,o destino lhe reservara em ser apenas a VENDEDORA DE ROSAS VERMELHAS.  





























SOLIDÃO FRAGMENTADAS

Enquanto a chuva vertia pela janela
eu esboçava em meus pensamentos,
o interpelar dos meus lamentos
o porque dos meus sôfregos,
se já não tenho nenhum apego.

Talvez um queixume,ou lamento,
motivadas pelos meus insulamentos,
ou por estar tão só,
como uma ampulheta que derrama o seu pó
medindo a minha solidão,
sem dó ou compaixão.

Sobre a parede,Mona Liza,com seus ares enigmáticos,
me olha de soslaio.
Seu sorriso é pragmático
gozoso a minha dor,
das minhas idéias fragmentadas com bolor.

O relógio da parede compactua ao meu silêncio
marcando as horas seis,
há mais de um mês.
Detemos no tempo
agora contadas nos tentos.

Os relâmpagos fulguram la fora.
A chuva é mais amena.
Eu,junto a solidão,em contracena,
visualizamos o esvair do acaso
perdidas nas valetas do descaso.

  


















domingo, 17 de novembro de 2013

SOU EU,SOU EU!

EU SOU A BRISA QUE A ENVOLVE E ROÇA O SEU ROSTO
SOU PENSAMENTOS QUE VAGUEIAM NO SEUS,
SOU ESTRADA DE SEU CAMINHAR,
SOU O SOL DE SUA TREVAS
SOU CANTIGA DE SEU NINAR.

SOU O SOLUÇO DE SEUS DESGOSTOS
SOU O SEU APRAZER,
SOU OS VENTANEJOS QUE AÇOITAM O SEU REFLETIR,
SOU ÁGUA DE SUA SEDE
SOU O REPOUSAR NA SUA REDE.

SOU A LUA DAS SUAS NOITES
SOU A LINHA QUE FINDA O SEU CÉU,
SOU,COM EFEITO, O SEU ALVORECER
SEUS CASTIÇAIS QUE TE ILUMINAM
NO SEU ENTARDECER.

SOU A SUA NAU SEM RUMO
SOU ALGUÉM DE SUAS PROCURAS,
SOU O FAROL QUE TE DIRECIONA E GUIA
SOU EU,SOU EU,
O CANTO DA COTOVIA.