quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A PRIMAVERA

Finda-se o inverno avizinhando-se a primavera.A terra regozija e as plântulas se inebriam em seu principiar pela vez primeira o seu florir.
As floreiras fomentam o seu florar no colorar a mãe terra natureza.O germinar em seu bulbo,expõe o seu engalanar fulgurante.É a primavera a emergir de seu pausar,a expelir seu magistral florear em seus encantos aos jardinistas.
O florescer em sua roupagem de tons e semi-tons,com cores variantes,se tornam unas em suas magnitudes de encantos mil.A terra se enfeita para o seu desfilar aristocrático pelas passarelas enigmáticas dos fulgurantes.
   É a primavera pomposa em seus encantos florais a deusa das flores.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

NOSSAS DUVIDAS NOSSO REFLEXOS

No surdir de uma nova aurora a cozedura se faz presente em um novo vivenciar.
Coligam-se nossos retalhos fragmentados de um ontem que não nos foram tão alvissareiros,mas em um novo caiar de nossas angustias.
O desnortear não são uma constâncias a cada indivíduo.Os reflexos do habitual nos abate como uma ave em sua queda magistral de um tiro certeiro.
Não sejamos as mesmices diárias.O semelhante com o seu ardil,arquiteta as suas teias,impregnando-nos com o seu visgo pegajoso.
Atentamos e alertemos com o mais próximo.Não renunciamos às nossas vontades,permitindo que o próximo tirem o cavaco de seu olhos e transportem aos nossos.
Nós somos o que somos,é segundo os nossos desejos e vontades,não compactuando aos detritos maléficos de nosso mais próximo.
   As nossas cintilações serão as constâncias,com quanto criadas aos nossos pensamentos e vontades dentro do livre arbítrio do ir e vir.
Sejamos pois,o que somos.Se somos,seremos sempre nós mesmos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

NOSSAS BUSCAS

Disperso no passado,em meio as sucessões dos dias,ficaram nossa utopias.
Ficções que se emaranharam pelo escorrer das ilusões a desaguar pelas incertezas dos mares insondáveis em sua profundezas.
A exabundâncias da sordidez,exauriram nossos sonhos exacerbados nas buscas constantes de um platonismos sem recíprocas.Emergindo das profundas do imaginário,surge agora,exuberante vicejante,o real de nossas buscas.Tão reais e enigmáticas como em nossas fantasias o fora um dia.
Inconteste,sem tréguas ininterruptas,travamos nossas buscas contra os Dragões de nossos imaginários,nas convicções do encontro fatal.Nas buscas do qual buscamos e nos encontros encontrados dos desencontros.

sábado, 10 de agosto de 2013

O CARPINTEIRO SOLITÁRIO

Morro da mesa se destacava em um dos cantos das Minas Gerais,situado mais no sentido norte do estado.Deu-se origem a este nome,motivados por uma elevação de terra em formato de uma montanha achatada,que se equiparava a um mesa.
Bem no sopé deste morro,vivia Sr. José.Homem de pouca proza,mas com o seu formão nas mãos,o mesmo falava por ele,dando formas milimétricas a coxos,porteiras,currais,e tudo a que se referia a marcenarias.Vivia um tanto quanto solitário,tendo como companheira,sua viola,feita pelas próprias mãos hábeis.
De sua ferramentas saiam traçados forjados de peças irreparáveis o que lhe proporcionou que o seu nome se propagassem aos quatro ventos,como Sr.José do formão.
   Habitava em uma casinha modesta,onde a maior riqueza,era o próprio morador com as suas obras primas.
José foi invocado a comparecer a uma fazenda próxima ao seu lugarejo,para a confecção de uma porteira,da qual a proprietária,era uma senhora rigorosa,enérgica.Questões estas,que advinham dos padrões morais e tradicionais de seu antepassados.Mulher com a sua viuvez caracterizada ha quatro anos.Flagelava ainda a sua mente,a falta de seu consorte.Alem de sua fazenda,herdou ainda,mais alguns alqueires de terra roxa,bem abaixo do capão da Onça.Sobrevivia economicamente das negociatas de seu leite,de seus notáveis e saborosos queijos mineiro e algumas permutas oriundas de algumas vendas de cabeças de seu gado.
   Sr.José,chegou pela manhã a fazenda de dona Josefina, e apos algumas trocas de palavras,ficara acordadas os valores de seu labor,e de sua estadia naquela fazenda,por quanto,o seu trabalho assim os fossem terminados.
Sr,José,para qualquer canto que fosse,levava a sua velha companheira;viola a tira-colo.Entre uma tarde e outra,apos o termino de seu trabalho,Sr.José,sentava em uma banqueta na varanda da fazenda,e tirava do fundo de sua alma,as emoções traduzidas nos acordes melodiosos de sua velha viola.A princípio,Dona Josefina,ouvia as sua canções la de sua cozinha,as vezes lavando os talheres do jantar,em outras,cosendo uma roupa rasgada,mas não deixando de ouvir os acordes da viola que lhe penetrava e apertava o seu coração,trazendo de volta,as saudades daquele que partiu tão cedo,segundo a própria Dona Josefina.
   Sr.José,por sua vez,continuava o seu entalhar naquilo que lhe fora proposto,que era a confecção de uma porteira.Pedaços de lascas voavam com as batidas de seu formão,ferindo a madeira virgem,que teria mais tarde a sua transformação em um acabamento aprimorado de uma porteira.
   Já se passara cinco dias de sua estadia naquela fazenda de Dona Josefina.As aproximações já não pareciam mais tão distantes.Já se falavam,cada um expondo a sua histórias.José,por sua vez narrava a história de como havia perdido sua querida e amada esposa Maria das Dores.Dona Josefina,ainda chorosa,retrucava com a história de seu amado esposo:-Era tão bom,prestativo,como ele jamais haverá outro.
Nas tardezinha,quando o sol se punha no horizonte,ecoavam ao longe,os acordes da viola chorosa,que alem da voz de Sr.José,contava,já,também com a voz de Dona Josefina fazendo à sua parceria,ouvindo e bebericando de uma voz que não semitonava.Apos uma semana,José,já visualizava que o seu coração partido,começara a se abrir para novas perspectivas.Começou assim,a fazer com que o seu trabalho se fizessem a toques de caixa;lento quase parando.Sentiu uma necessidade de permanecer mais longamente naquela aprazível fazenda.
Dona Josefina,por hora,quando o Sr.José se ausentou por alguns dias,ao buscar algumas ferramentas em sua casa,sentiu muito a carência de sua presença.Quando chegou de volta,Dona Josefina,não conseguiu disfarçar o seu alegramento pelo seu retorno.Sr.José,da mesma forma sentiu esta receptividade por parte dela o qual recebeu de bom grado.
   Em uma tarde chuvosa,José não pode executar  as suas sinfonias na pequena varanda da fazenda,mas os fez dentro de casa,propriamente na cozinha,por quanto Josefina acabara de enxugar a sua louça do jantar.Aproximou de José,sentou-se a seu lado,tocou lhe de leve os seus joelhos com as mãos.José parou a sua execução,olhou profundamente nos olhos de Josefina,aproximou-se de seu rosto,e beijou-a de leve os seu lábios.Josefina ficara rubro com a atitude de José,mas ao refazer-se de sua timidez,dentro de sua aparente vergonha propôs a José:-Do porque não pegar seu panos de trapos e se juntar aos dela?!José,meio que boque-aberto abraçou-a com fervor,e sentiu o seu coração se abrir mais uma vez para aquele pacto coloquial.
   Passara-se um ano.José fez uma reforma total na fazenda.Nos currais,nas cercas e em outros acertos.A vida lhes sorriam,e as manhãs eram delirantes como o restante dos dias.Dona Josefina,um dia ou outro reclamava de dores no braço,cansaço físico,o que José ponderava que era o trabalho excessivo por parte dela e que deveria amainar os seus trabalhos domésticos.
O romance entre ambos,os transformaram em dias de adolescências vivenciadas em seus cotidianos.
   Apos um dia exaustivo,José chegando da lida,sempre chamava Josefina da porta da sala da fazenda.Neste dia não obtendo respostas,adentra a casa e continua a chamar por Josefina que não lhe responde o seu clamor.Ao chegar a cozinha,seu coração em taquicardia,depara com o corpo de Josefina inerte sobre o piso frio de uma final de vida.Ajoelhado,José aos gritos,clama pela volta de Josefina.Josefina,havia deixado aquele pobre homem mais uma vez jogado a sua ma sorte.Aquela que lhe havia devolvido a rasão de ser,as alegrias,momentos jamais vividos.A tragedia lhe arranca e lhe abate sem dó ou mesmo piedade.
   José,mais uma vez só,ajoelha sob a sepultura de Josefina,deita-lhe uma corbelhas de flores,aquela que lhe deu condições de prover alegrias cumplicidades por mais de anos.
Agora,em sua velha cabana,no tinir de sua viola,canta seus desejos de torna-los vivos.Ocasiões em que foi enriquecidos pelos folguedos,o aprazer de se fazer uno a um pessoa.Seu formão agora,arranca lascas de uma saudade,enquanto o seu enxó,chora sobre a madeira molhada as lágrimas,que escorrem por uma paixão tolhida tão prematuramente de sua vida.













































terça-feira, 30 de julho de 2013

SAUDADES ETERNAS

Pela asas dos sentimentos
alada,batem as saudades
que entra ao abrirmos o coração e ela,
penetra-nos na alma,
ao descortinar de nossas janelas.
Entra e senta.
Em nosso peito deita,
é o regalo de quem deleita.
Degela a dor,
que escorre por um passado
tirando-nos do estupor.
Saudades,levas da vida
que ancora em nossos braços,
aportando em cada cantinho
marcando os nossos caminhos.
Saudades de um repente
de um coração ardente,
batendo latente
acordando emoções
que no coração ecoou
de alguém que já chegou.
Saudades,sonhos de uma realidade
do presente de um passado,
que nos traz a tona
aflorando sanidades das insanidades.
Saudades do hoje,
que já foram ontem
que será todo um nosso amanhã
e que seja eterno enquanto dure.









terça-feira, 23 de julho de 2013

UM SONHO LONDRINO

Os ventos emanam do sul sobre aquele arrebalde londrino,de um inverno europeu.Os flocos de neve,caem esbranquiçantes sobre as árvores,cobrindo-as com os grisalhar das guedelhas envelhecidas.
O cinzento das ruas,contrasta com os coloridos dos agasalhos dos que perambulam pelas ruas um tanto quanto desérticas.
Os flamboyant já não ornamentam com a sua altivez rubra,as ruas com as suas petalhadas a atapetar a pequena alameda,que hora,dentro de uma casa de chá,pessoas aqueciam com os seus achocolatados ferventes.Por aquecedores,ainda renascentistas,faziam os seus aquecimentos internos,aos pequenos agrupamentos de pessoas que frequentavam aquele estabelecimento,aventurando-se por aquela tarde friorenta.As luzes com os seus suportes talhados e forjados nas épocas aristocráticas,davam os seus ares nostálgicos à aquele ambiente um pouco lúgubre.
   Ao longe,se ouvia notas melodiosas de"Luci in the Sky with diamonds"dos Beatles,que harmonizavam com aquela tarde noite de ares Londrinos.Do meus quarto de hotel,se via a rua Natting Hill,destacada e conhecida pelos seus carnavais,suas boutiques,e sua casas vitorianas.Do lado direito da parede,uma velha cópia de Gauguin,enquanto a esquerda,um aquecedor,amornava aquele ambiente sólito.Um móvel do século XIX,onde se encontrava o meu net book trazia em minhas memórias inventivas,de quantas pessoas passaram por aquele quarto de hotel,desprovido de ostentações,a procura como eu,de resquícios daqueles que eu estava a cata,Beatles.
   Ali,bem perto,se encontrava também,a rua Abbey Road que era o templo dos Beatles,de onde se originou aquela famosa foto,dos quatro Beatles atravessando a rua em fila indiana.Abbey Road,originou-se de um mosteiro que se localizava naquelas imediações,e que por ventura veio a ser o templo de adoração dos famosos seguidores Beatles manias.Já havia visitados aqueles lugares marcantes de minha juventude,quando eternizados em minhas construções emocionais.Agora,estar ali naquele quarto de hotel,visualizava pela janela,toda uma história impregnadas em minhas memórias,um passado misturados nas massas concretizadas nas construções do homem que hoje sou.
Faltavam vinte minutos para as vinte horas.Minutos suficientes para que se chegassem ao aeroporto.Dentro do táxi,vou visualizando pessoas caracterizadas de vestimentas que deliberadamente os remetem aos Beatles.Um outro, com as madeixas longas,executava em seu violão,Imágine,com sua voz rouca,enquanto os passantes lhe jogavam moedas.Meu voo saiu vinte hora em ponto.Para trás ficaram marcas de uma adolescência,meu heróis musicais,onde edifiquei todos os meus sonhos de juventude,harmonizadas aos sons de minhas guitarras nos anos oitenta,pelos meus palcos da vida.
   Meu rádio relógio,em um repente,da o ar de sua graça me impelindo em meu acordar para o real.Foram somente sonhos,com realidades visualizadas nas audições e imagens de meus ídolos eternos,Beatles.Imagens esta que estampa a parede de meu quarto em um foto de um por um do album  Sgt.Pepper`s Lonnely Hearts Club Band.Sonhos,somente sonhos e nada mais.


















































terça-feira, 16 de julho de 2013

A DEUSA DAS AGUAS

A tarde já caminhava para o poente,enquanto os pássaros se aninhavam no aconchego de seus filhotes.O campanólogo puxava a corda que movia o badalar dos sinos das dezoito horas.As beatas dobravam os seus joelhos,na Nave Santa,reverenciando o Deus onipotente.Era o momento do Ângelo.Os sons do badalar dos sinos,ecoavam pelas montanhas,chegando aos ribeirinhos,carreados pelas brisas intrigantes que oscilavam as folhagens das árvores,enquanto o vai e vem das águas ao quebrantar nas pedras,soavam como sinfonias orquestrais das matas.
A cachoeira ondulantes,escorriam pelas ribanceiras,finalizando em espumas esvoaçantes,fazendo como que as sua quebradas nas pedras,ecoassem pelas florestas.
   Em meio a águas,emerge esculpida pelas mãos do Senhor,o morenado brejeira daquele corpo talhado e emoldurado,refletida ainda,por um fio de luz que beijava aquele corpo nu,que agora deslizava a apalpar com os seus pés,as areias alvas,tatuando pegadas molhadas em seu caminhar.
Cabelos ondulados,negros,a cascatear pelos seus ombros,cobrindo-lhes os seus seios fartos,como dois pomos a marcar um direcionamento.Olhos amendoados,azuis das águas,sobrepondo os lábio carnudos,porem avermelhados,que ao sorrir em minha direção,distinguia-se o brilho alvo de seus dentes,que reluziam à sua volta.Pernas delgadas,torneadas,que ao andar,bailavam suavemente,enquanto o meu ser,trêmulo,estático,compactuavam aquele ato de pura magia e estase.
   Aproximou-se de mim,sorriso escancarado,envolveu-me com os seus braços alongados sobre o meu corpo frenético,abrangendo-me com aquele corpóreo monumental anjo de candura.Seus lábios sobrepuseram sobre os meus,e em estase vaguei pela amplidão de meus desejos.
Nossos corpos,unos,repousaram levemente sobre a areia abrasadora e alva,aconchegando-nos ao nicho do amor.
   A pudicícia esvaiu-se ruborizada,apropriando-nos os Deuses libidinosos febrentos das orgíacas,impelindo-nos aos estases das sedações morfológicas sexuais.
Sublimados,esvaímos aos desejos aflorados nos compadecimentos de dois corpos sedentos apetecidos do amor.